A reportagem “Riscos de explosões e contaminações: petroleira quer estocar gás embaixo do solo de Alagoas”, da Agência Tatu de Jornalismo de Dados, está entre as cinco finalistas do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação, na categoria Reportagem em Texto. A divulgação dos vencedores acontecerá nesta quinta-feira (11), às 16h, no Palácio Itamaraty, em Brasília.
O concurso analisou 920 trabalhos de todo o país com o objetivo de reconhecer iniciativas de jornalismo, comunicação e educação midiática voltadas à proteção do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais. O prêmio é promovido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), por meio da Secretaria de Políticas Digitais, em parceria com os ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Cidadania e das Relações Exteriores.

As iniciativas foram avaliadas em seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo, Matéria Audiovisual, Iniciativa de Comunicação de Autoria de Integrantes de Comunidade Indígena, Iniciativa de Comunicação de Autoria de Integrantes de Comunidade Tradicional e Iniciativa de Educação Midiática. Os cinco finalistas de cada categoria participarão da cerimônia de premiação.
A lista completa dos finalistas pode ser consultada neste link.
Reportagem finalista
A reportagem dos jornalistas Lucas Maia e Thiago Aquino, publicada em parceria com o The Intercept Brasil, mostra os problemas do projeto que pretende implantar o primeiro sistema de armazenamento subterrâneo de gás natural do Brasil, utilizando antigos reservatórios de petróleo e gás no município do Pilar, em Alagoas.
A proposta, da petroleira Origem Energia, foi aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Mas, enquanto a empresa afirma ser uma oportunidade de desenvolvimento econômico para a região, especialistas, moradores e organizações ambientais alertam para possíveis riscos, como vazamentos de gás, explosões, contaminação de aquíferos e impactos à saúde da população e ao meio ambiente.
As críticas também apontam falhas nos estudos ambientais, falta de transparência e baixa participação popular nas discussões sobre o projeto.
Para Lucas Maia, jornalista e editor da Agência Tatu, a indicação à fase final do prêmio é motivo de muita satisfação, especialmente diante do número de trabalhos avaliados na categoria.
“Todo jornalista trabalha para tornar o mundo um lugar um pouco melhor por meio de reportagens que gerem impacto. E esta matéria é um exemplo disso, porque revelou um problema tão grave que mobilizou o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal. Agora, o trabalho recebe o reconhecimento como finalista do maior prêmio de jornalismo ambiental do país”, afirmou.
Outras matérias classificadas
Além da reportagem finalista, a Agência Tatu teve outras cinco matérias entre as 300 classificadas na categoria Reportagem em Texto. Foram elas:
- Ligações entre Braskem e empresas contratadas levantam suspeitas sobre diagnóstico socioambiental em Maceió (Leia aqui)
- A cada 10 quilombolas do Nordeste, apenas 1 vive em território delimitado (Leia aqui)
- Imagens do Google mostram como a Braskem mudou a paisagem em Maceió (Leia aqui)
- Vítimas de enchentes em 2010, alagoanos têm enfrentado episódios mais frequentes nos últimos anos (Leia aqui)
- Queimadas no Nordeste devastam área de 21 milhões de hectares em seis anos (Leia aqui)