Em Alagoas, número de crianças desaparecidas cresceu mais de 33% em 2020

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Só nos quatro primeiros meses deste ano, seis crianças já desapareceram no estado

Responsáveis devem registrar ocorrência em delegacia mais próxima (Foto: Ascom PC-AL)

Por Agência Tatu

Entidades de proteção à infância, organizações dos governos e membros da sociedade civil se mobilizam para chamar atenção da população sobre um problema que acomete milhares de famílias no mundo: o desaparecimento de crianças. Somente em Alagoas, de janeiro de 2019 a abril de 2021, 41 crianças desapareceram.

Os dados, obtidos pela Agência Tatu via Lei de Acesso à Informação, são da Polícia Civil de Alagoas e apontam um aumento no número de crianças desaparecidas ano passado com relação a 2019. Enquanto em 2020 foram 20; em 2019, 15 crianças desapareceram, o que representa um aumento de pouco mais de 33%. Deste total, 24 eram do sexo masculino e 11 do sexo feminino.

Ainda segundo as informações obtidas via LAI, nos primeiros quatro meses deste ano, seis crianças desapareceram, sendo duas do sexo feminino e quatro do sexo masculino

Para entender quais são as orientações aos pais ou responsáveis em caso de desaparecimento de crianças, a Agência Tatu procurou a Polícia Civil de Alagoas que deu o passo a passo sobre o que deve ser feito nesses casos:

1 – Ao notar o desaparecimento, pais/responsáveis devem ir à delegacia mais próxima e registrar o Boletim de Ocorrência;

2 – Não é preciso esperar 24 horas para registrar o BO;

3 – Pais ou responsáveis devem levar os documentos pessoais e os da criança desaparecida para poder registrar a queixa;

4 – Deve-se também levar uma foto atual da criança;

5 – Em posse das primeiras informações, a PC começa a intimar pessoas mais próximas para serem ouvidas.

Desaparecidos

Nessa terça-feira (25), a Perícia Oficial do Estado de Alagoas fez o lançamento nacional da campanha “Desaparecidos”. O projeto, implementado pelo Ministério da Justiça por meio do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), utilizará a rede integrada de bancos de perfis genéticos (RIBPG) para coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. 

De acordo com a assessoria de comunicação da Perícia Oficial, em Alagoas haverá dois pontos fixos de coletas do material genético dessas famílias durante um mutirão, que será realizado entre os dias 14 e 18 de junho, nos Institutos de Medicina Legal de Maceió e de Arapiraca, funcionando das 9h às 17h.

Núcleo do MP

O Núcleo de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual também desenvolve o Programa de Identificação e Localização de Pessoas Desaparecidas de Alagoas. Esse programa iniciou em 2018, a partir da preocupação do órgão com centenas de famílias alagoanas que enfrentam a dor de ter um parente desaparecido.

Qualquer cidadão que quiser denunciar o sumiço de um parente deve procurar o Ministério Público em um dos canais de atendimento, como os números: (82) 9 9182-0121, (82) 2122-3707, (82) 2122-5220 ou ainda preencher um formulário disponível no link a seguir -> https://www.mpal.mp.br/sinalid/. A partir do preenchimento do formulário, os dados dão subsídios para uma equipe de operadores. Com essas informações, diligências específicas são tomadas.

Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Esta data é uma homenagem ao caso de Etan Patz, um menino de seis  anos que desapareceu nas ruas de Nova Iorque, nos Estados Unidos, enquanto voltava da escola, em 25 de maio de 1979.

No Brasil, projeções do Conselho Federal de Medicina (CFM) estimam que 50 mil crianças deixem de ser vistas por seus pais ou responsáveis a cada ano.

DADOS ABERTOS | Prezamos pela transparência, por isso disponibilizamos a base de dados e documentos utilizados na produção desta matéria para consulta:

Crianças desaparecidas em AL nos últimos dois anos 

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