Número de vítimas de acidentes de trânsito que precisaram de atendimento médico cai em AL

De janeiro a março deste ano, mais de 4 mil pessoas precisaram de atendimento médico após se envolverem em acidentes

PRF - Número de vítimas de acidentes de trânsito que precisaram de atendimento médico cai em AL
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O número de atendimentos às vítimas de acidentes de trânsito em Alagoas caiu 18,5% no primeiro trimestre deste ano quando comparado ao mesmo período de 2020, de acordo com dados* analisados pela Agência Tatu e obtidos por meio da seção “Indicadores” do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran-AL).

O Departamento considera o número total de atendimentos como a soma dos dois maiores hospitais referência nesse tipo de atendimento, que são o Hospital Geral do Estado (Maceió) e o Hospital de Emergência do Agreste Daniel Houly (Arapiraca).

Enquanto nos primeiros três meses de 2020 4.996 pessoas precisaram de atendimento nas unidades após se envolverem em acidentes, este ano receberam atendimento 4.067 pessoas, o que representa uma redução de 18,5%.

Também houve redução da quantidade de atendimentos realizados a vítimas de acidentes de trânsito em todo o ano de 2020. Conforme os dados, no ano de 2019 foram registrados 20.898 atendimentos nos dois hospitais por este motivo. Já no ano passado, o número caiu para 14.976 atendimentos, representando uma queda de 28%, isto é, menos 5.922 pessoas que precisaram ser hospitalizadas por acidentes de trânsito.

LEI SECA - Número de vítimas de acidentes de trânsito que precisaram de atendimento médico cai em AL
Capitão da PM-AL Emanuel Costa (Foto: Reprodução AL1 Youtube)

Para o capitão Emanuel Costa, advogado, especialista em trânsito e ex- coordenador da Lei Seca Alagoas, os números ainda são considerados altos e exigem atenção especial da sociedade para os perigos que envolvem o trânsito.

“É um número muito alto, tendo em vista que estamos vivendo numa pandemia. Houve uma grande mudança no comportamento das pessoas no seu dia a dia e, com isso, poderíamos ter uma redução ainda maior. Estive à frente da Operação Lei Seca durante cinco anos e o meu entendimento é  que todo mundo precisa fazer a  sua parte. É preciso ter um olhar mais sério da sociedade, mas, sobretudo uma dedicação do Estado de forma geral para a área”, ressalta Costa.

Aliada a um maior investimento e olhar mais amplo dos Governos, o especialista enxerga na educação para o trânsito um dos caminhos que podem conseguir diminuir ou até mesmo zerar o número de sinistros e a perda de vidas.

“A questão na educação para o trânsito é o futuro. Se você formar e trazer esse debate ainda na educação infantil, no ensino médio e conseguir aplicar essa matéria de trânsito de uma forma continuada, você vai sim produzir uma consciência maior. Não existe isso de fábrica de multas, mas sim infrações que são cometidas. O excesso de velocidade, ultrapassagem irregular, alcoolemia e até o uso do celular são as principais causas de acidentes e os prejuízos deles são enormes”, destaca o capitão da PM-AL.

*Além dos dados do Detran, a reportagem também utilizou informações repassadas via assessoria de comunicação do Hospital Daniel Houly, do primeiro trimestre deste ano.

Dados abertos

Prezamos pela transparência, por isso disponibilizamos a base de dados e documentos utilizados na produção desta matéria para consulta:

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