Pesquisa revela que 86,5% dos brasileiros afirmam ter ansiedade

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Informações são do Ministério da Saúde e se referem ao período da pandemia

Por Maria Luiza Ávila*

Caps Sadi Feitosa, na Chã de Bebedouro |Reprodução: Marco Antônio/Secom Maceió

Simbolicamente, o início do ano é marcado pelos recomeços, promessas e objetivos para a tela em branco proporcionada pela novidade. Foi assim que surgiu o Janeiro Branco, uma importante campanha que aborda os cuidados com a saúde mental. Em tempos de pandemia se torna ainda mais importante debater a temática, já que, de acordo com o resultado preliminar de uma pesquisa sobre a saúde mental do brasileiro, de 17.491 pessoas entrevistadas, 15.129 alegaram sofrer com ansiedade, ou seja, 86.5%.

A pesquisa, analisada pela Agência Tatu, teve os resultados preliminares divulgados pelo Ministério da Saúde em setembro de 2020. Os dados revelam que, deste grupo de entrevistados, 9.533 alegaram ter Transtorno de Estresse Pós-Traumático, com 45,5% do total; enquanto 16% depressão grave, o que representa 2.798 pessoas. Não foi descartada a chance do mesmo paciente desenvolver mais de um transtorno.

JANEIRO BRANCO

Criado há oito anos por um grupo de psicólogos de Uberlândia, o Janeiro Branco visa chamar a atenção da população para essa realidade, por meio de informações, dados e ações promovidas por profissionais da saúde e voluntários.

Em Maceió, as ações voltadas à saúde mental são feitas nas unidades de saúde e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Os centros contam com equipes multiprofissionais e são responsáveis pelo atendimento de pessoas com transtornos que acometem boa parte da população, como ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático, visando a recuperação da saúde mental e a integração do paciente. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a pandemia da Covid-19 interrompeu serviços essenciais de saúde mental ao redor do mundo, mas felizmente, não foi isso que aconteceu na capital. 

Em entrevista à Agência Tatu, a psicóloga da rede municipal, Izolda Dias, relata que os CAPS não fecharam as portas no ano de 2020. “Antes da pandemia, os quatro CAPS realizavam em média 50 atendimentos por dia, e tiveram que se adaptar à nova realidade. Continuou a assistência individual e as sessões em grupo foram substituídas por virtuais”.

A psicóloga também afirmou que houve uma redução na média de atendimentos do serviço voltado para atendimento de pessoas com dependência química (Caps AD), que realizavam em média 70 atendimentos por dia, e passou a realizar 50.

Sobre a campanha do Janeiro Branco, Izolda relatou uma maior adesão no ano passado, atrelada às atividades presenciais, que envolviam oficinas terapêuticas e outras atividades lúdicas. “Os CAPS continuam atuando, mas nós só conseguimos realizar uma live”. 

Quanto ao acesso aos centros, Izolda explica que normalmente o paciente procura uma unidade de saúde, que direciona ao CAPS. “Mas os CAPS funcionam de portas abertas e, se for necessário, encaminham ao atendimento ambulatorial”, finaliza.

A capital conta com cinco CAPS, um deles é especializado no público infanto-juvenil (CAPSi), e fica localizado no bairro do José Tenório. Já o CAPS AD, localizado no Farol, é especializado no tratamento de álcool e outras drogas. Os outros três são voltados para atendimento dos adultos. Pensando nisso, a Agência Tatu disponibiliza a seguir um mapa com endereço e telefone para contato dos Centros.

*Estagiária sob supervisão da editoria

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