AL tem maior taxa de homicídios da população LGBTQIA+ do país

Maceió, Rio Largo e São José da Tapera integram o ranking dos 20 municípios mais violentos para este público

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No início da semana, a população LGBTQIA+ celebrou o aniversário da Revolta de Stonewall, um dos marcos da luta pelos direitos da comunidade e que surgiu para repudiar a violência. 52 anos depois, ainda há muito a se fazer. Dados do Observatório de Mortes Violentas de LGBTQIA+ mostram que Alagoas registrou a maior taxa de homicídios dessa população por milhão de habitantes do Brasil no ano de 2020.

Ainda segundo as informações analisadas pela Agência Tatu, foram registrados 15 homicídios no total, mas que, quando comparado à população total, revelam uma taxa de 4,8 mortes para cada um milhão de habitantes no estado. Esse número é quase 4 vezes maior que a média nacional de homicídios, que registrou uma taxa de 1,28.

Os dados do relatório, que é produzido anualmente pelo Grupo Gay da Bahia desde 1980, mostram que a concentração de casos totais por região foi no Nordeste, com um total de 113 mortes e uma taxa de 2,12 mortes para cada um milhão de habitantes. A região também está acima da média nacional.

Confira o ranking dos estados:


O relatório do Observatório também revela que três cidades de Alagoas integram o ranking dos 20 municípios que mais acumularam mortes violentas contra pessoas LGBTQ+. Na região Metropolitana, temos os municípios de Maceió e Rio Largo, que ocuparam o 12º e 15º lugar, respectivamente, e a cidade de São José da Laje no 17º lugar na colocação.

De acordo com outra reportagem da Agência Tatu, o número de assassinatos de pessoas trans em Alagoas triplicou no último ano. Os dados coletados pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra) informaram que oito pessoas trans perderam a vida por crimes violentos.

COMO DENUNCIAR

Sobre as ações tomadas pelo poder público, a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos informou, por meio da Superintendência de Políticas para os Direitos Humanos e a Igualdade Racial, que realiza a escuta de denúncias de violações de direitos humanos, incluindo LGBTfobia, além de realizar o acompanhamento jurídico das mesmas.

O órgão também revela que, de acordo com o caso, é realizado o acompanhamento de todo o devido processo legal ou encaminhamento para órgãos e instituições parceiras que trabalham com suporte jurídico, de saúde ou assistência social. Devido ao contexto da pandemia do Covid-19 e do isolamento social, a Secretaria está com o atendimento ao público suspenso. As denúncias podem ser feitas de forma online, por telefone (82) 98878.2404 / 8879-7571 ou e-mail supdhir2016@gmail.com.

“Em Alagoas, temos escolhido estar ao lado da comunidade LGBTQIA+, dando suporte às ações do movimento, ajudando na realização de eventos, na disseminação dos seus direitos e em diversas trincheiras. Tenho orgulho de ter em minha equipe pessoas que contemplem a diversidade existente na sociedade”, pontuou a secretária dos Direitos Humanos de Alagoas, Maria Silva, reforçando a importância da representatividade no poder público.


*Estagiária sob supervisão da Editoria

Dados abertos

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