Apenas jovens até 24 anos tiveram saldo positivo de emprego em AL este ano

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No primeiro semestre de 2021, 1.629 novas vagas foram geradas para pessoas de 18 a 24 anos no estado

Reprodução: Agência Brasil

Por Maria Luíza Ávila*

Em 2021, Alagoas gerou 1.629 postos de trabalho para jovens entre 18 e 24 anos de idade. Foram 12.682 admissões de janeiro a junho de 2021, e 11.053 demissões nesse mesmo período. Os dados, analisados pela Agência Tatu, são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Ainda segundo o Caged, no primeiro semestre do ano passado, o número de desempregados superou o número de empregados em todas as faixas etárias acima dos 18 anos de idade. Os jovens entre 18 e 24 anos perderam 4.392 postos de emprego. Foram 11.258 admissões contra 15.650 demissões no período.

Em relação ao total de profissionais contratados no primeiro semestre de 2021, esse é o terceiro maior grupo etário, ficando atrás apenas dos trabalhadores entre os 30 e 39 anos e 40 e 49 anos de idade. Por outro lado, as faixas etárias entre os 30 e 49 anos apresentaram a maior quantidade de demissões. O saldo para os trabalhadores acima de 24 anos é negativo em 12 mil vagas perdidas.

Apenas os jovens entre os 18 e os 24 anos, assim como os trabalhadores com até 17 anos de idade, conseguiram fechar um saldo positivo no primeiro semestre deste ano.

Os dados do Ministério da Economia permitem analisar o crescimento ou redução no nível de emprego de cinco grupos de atividade. Para a faixa etária dos 18 aos 24, os setores administrativos, de serviços e de vendas no comércio foram os responsáveis pelo maior número de admissões em 2021.

O mestre em economia aplicada, Lucas de Barros, explica que dois fatores podem estar atrelados ao aumento no número de admissões: A partir de 2020, foi lançada uma mudança na forma como os dados passaram a ser contabilizados no Caged, o que possibilitou que bolsistas passassem a ser considerados como trabalho formal do setor administrativo. 

“A procura de trabalho de jovens passa a ser maior nessa faixa etária, impulsionado pela busca do primeiro emprego, e com tendência ao crescimento no número de vagas com o decorrer da vacinação”. 

O economista também explica que os empregos temporários, impulsionados pelo setor de comércio e varejo, estão impostos à alta rotatividade. Barros explica ainda que a vacinação foi fundamenta “Nós estamos num período com um pouco de recuperação econômica, proporcionada pelo avanço da vacinação, que fez com que alguns desses empregos tenham voltado”, completou o especialista.

*Estagiária sob supervisão da Editoria

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