Deputados federais de AL gastam mais de R$ 11 milhões com cota parlamentar

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Foto: Câmara dos Deputados

Segunda reportagem da série analisa dados referentes aos anos de 2015 a 2017 da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar

Por Agência Tatu

As muitas viagens de Alagoas a Brasília, as manutenções com escritório, combustível e alimentação são alguns tipos de gastos que os deputados federais realizaram nos últimos anos, durante o mandato em que representa o povo no Congresso Nacional. Para se ter uma noção, além do salário de pouco mais de R$ 33 mil, cada deputado alagoano pode gastar mais R$ 40.944,10 por mês na chamada cota parlamentar.

Os valores estão ligados à Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), antiga verba indenizatória. Como o próprio nome diz, só deve ser utilizado pelos deputados para o desenvolvimento de seu trabalho. Confira a primeira reportagem da série, que explica como funciona a cota. A reportagem da Agência Tatu constatou que, de janeiro de 2015 a dezembro de 2017, os parlamentares alagoanos gastaram mais de R$11 milhões e 197 mil.

Com esse valor, seria possível comprar 66 ambulâncias, mais de 11 mil computadores, quase 34 mil cestas básicas e 43 milhões de tijolos, por exemplo.

 

Ranking dos gastos com a verba indenizatória

Durante o período de coleta dos dados, 12 parlamentares assumiram o mandado – entre deputados e suplentes -, mesmo que por pouco tempo. Paulão (PT) obteve a maior soma nos três anos, permanecendo na liderança dos gastos durante dois anos (2015 e 2016). Perdeu o posto somente em 2017, para o deputado Nivaldo Albuquerque (PRP).

Val Amélio (PRTB), que só usufruiu da cota por cinco meses, gastou o menor valor total, R$ 167.413,30. Mas quando se leva em consideração a média de gasto, o suplente fica nas primeiras colocações. Já entre os deputados que utilizaram a verba durante os três anos, Arthur Lira (PP) foi o que apresentou menor gasto, com o valor de R$ 957.262,02. A seguir, confira os valores que cada parlamentar gastou por ano.

 

No entanto, quando se trata do valor médio que cada parlamentar utilizou durante os meses que ele atuou, o deputado Paulão passa a ser o terceiro do ranking, ficando atrás de Nivaldo Albuquerque e Val Amélio.

Entenda as mudanças na Composição da Casa

De 2015 a 2017, além dos nove deputados federais eleitos nas eleições de outubro de 2014, mais três suplentes chegaram a assumir os postos em um período que variou de cinco meses a um ano e dez meses. Enquanto Nivaldo Albuquerque e Rosinha da Adefal (Avante) substituíram Maurício Quintella (PR) e Marx Beltrão (PSD), respectivamente, que se afastaram para assumir os ministérios de Transporte e Turismo durante o governo de Michel Temer, Val Amélio atuou como deputado federal durante os meses de afastamento de Cícero Almeida, que concorreu à Prefeitura de Maceió, em 2016.

Outro lado
A reportagem entrou em contato com os gabinetes dos deputados*, por e-mail e telefone, mas até a publicação da matéria não foram enviadas respostas dos parlamentares. Não conseguimos contato com o suplente Val Amélio.
*Arthur Lira, Cícero Almeida (PHS), Givaldo Carimbão (Avante), JHC (PSB), Nivaldo Albuquerque, Paulão, Ronaldo Lessa (PDT) e Rosinha da Adefal.


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DADOS ABERTOS – Prezamos pela transparência, por isso disponibilizamos a base de dados e documentos utilizados na produção desta matéria para consulta:


 

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