Veja a média de idade que os alunos ingressam nos cursos da Ufal

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Em Medicina, homens levam dois anos a mais que mulheres para ingressar no curso

Foto: Pei Fon / Secom Maceió

Maria Luíza Dantas*

Próximo domingo (28) é o segundo e último dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que acontece em todo o país e é a porta de entrada para o ingresso dos estudantes em várias universidades públicas do Brasil, além de meio de financiamento e bolsas para faculdades privadas. Entre as públicas, está a Universidade Federal de Alagoas, que atualmente possui cerca de 25 mil alunos na graduação.  

De acordo com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação pela Agência Tatu, Ciência da Computação, Engenharia de Petróleo e Medicina Veterinária são os cursos onde os estudantes ingressam mais jovens: 20 anos, em média. As informações são do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e se referem ao período entre 2018 e 2021.

Ainda segundo os dados, os cursos de Música Canto e Música Instrumental são os que possuem os estudantes que ingressam mais velhos na Ufal, com uma média de idade de 32 e 31 anos, respectivamente. Em seguida vêm os cursos de Letras em Libras, com estudantes de 30 anos em média. 

No curso de medicina, um dos mais disputados entre os alunos, as mulheres entram na Universidade, em média, aos 21 anos. Já os homens demoram mais dois anos e ingressam no curso de medicina com 23 anos, em média.

Ingresso em universidade pública

Estar em uma universidade é desejo de muitos estudantes. De acordo com uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), 63% dos entrevistados planejam entrar em uma faculdade ainda no início de 2022. Em novembro de 2020, apenas 38% tinham intenção de se matricular no semestre seguinte. 

Este é o caso de Danielle Vitoriano, de 22 anos, que quer cursar a faculdade de Medicina e participou do primeiro dia de provas do ENEM com a expectativa de alcançar o sonho de entrar em uma universidade. “O desejo é sempre o mesmo de passar, entrar na faculdade e dar mais um passo em direção ao meu sonho”, afirmou a estudante, que está fazendo o exame pela quarta vez.  

Para Amauri da Silva Barros, pró-reitor de graduação da Ufal, mesmo com todas as dificuldades, a Ufal mantém a qualidade no ensino superior. “Avalio como positivo o interesse de mais jovens querendo ingressar na Ufal. Isso mostra o reconhecimento da nossa qualidade. O que temos a oferecer é ensino público  de qualidade”, destacou.

Ainda segundo Barros, a expectativa é voltar às aulas presenciais em março do próximo ano.

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