Alagoas tem duas semanas seguidas com maior número de mortes desde o início da pandemia

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Neste período, foram registrados 324 óbitos em todo o estado

Hospital Geral do Estado | Reprodução: Thallysson Alves (Sesau-AL)

Por Maria Luiza Ávila*

Na semana epidemiológica que compreende os dias 11 e 17 de abril, Alagoas registrou 164 óbitos por covid-19. O número é o maior registrado desde o início da pandemia, superando, inclusive, a semana anterior – dos dias 4 e 10 de abril, quando foram registradas 160 mortes pela doença. 

A análise, feita pela Agência Tatu, se deu a partir de informações do Monitor da Covid-19. Os dados consideram o período de 31 de março de 2020 – quando foi registrada a primeira morte – a 17 de abril de 2021, contabilizando semanas epidemiológicas já encerradas.

O Monitor revela ainda que, as últimas cinco semanas epidemiológicas, ou seja, do dia 14 de março e 17 de abril, integram no ranking das 10 semanas com mais mortes pelo novo coronavírus em Alagoas, registrando 762 óbitos. Confira a evolução temporal de mortes pela doença:

As informações foram extraídas do Monitor da Covid-19, plataforma desenvolvida pela Agência Tatu, que coleta dados da Secretaria de Estado da Saúde por meio do Brasil.IO. Já as semanas epidemiológicas são contadas de domingo a sábado, contagem estabelecida a nível nacional. O primeiro caso confirmado no estado, por exemplo, ocorreu na semana epidemiológica de número 11.

Até essa sexta-feira (23), Alagoas já registrou 168.747 casos de Covid-19 e 4.054 óbitos. Apenas nas últimas 24 horas foram registrados 475 casos e 20 novas mortes.

O infectologista Reneé Oliveira, da Secretaria Municipal de Saúde, aponta que a segunda onda está, de fato, pior do que no momento com mais casos e mortes ano passado. “Hoje a população é influenciada por fatores como a presença das variantes,  e principalmente o cansaço. Nos últimos meses, nós tivemos vários eventos que levaram a grandes aglomerações: eleições, carnaval, semana santa, reuniões familiares, as subnotificações, tudo isso influencia”, explica.

Ainda segundo o infectologista, as pessoas não levam em consideração a necessidade de distanciamento.

“As mortes têm uma relação direta com o alto número de contaminados, uma parcela vai ter quadro moderado a grave. Se o paciente é intubado, uma parcela vai ter uma chance maior de encaminhar pra um quadro mais grave, e por aí vai”, finaliza o médico.

*Estagiária sob supervisão da Editoria


DADOS ABERTOS | Prezamos pela transparência, por isso disponibilizamos a base de dados e documentos utilizados na produção desta matéria para consulta:

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