Clubes de Alagoas devem mais de R$ 13 milhões à União

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ASA, CSA e Murici figuram a lista de endividados

Foto: Freepik

Por Lucas Maia

Clubes sociais, esportivos e similares de Alagoas devem juntos mais de 13 milhões de reais à União. A maior parte dessas dívidas têm origem trabalhista, sendo 79% do total referente a débitos previdenciários. Os dados, analisados pela Agência Tatu, foram originalmente divulgados pela Fiquem Sabendo – agência de dados especializada na Lei de Acesso à Informação (LAI) e obtidos via Lei de Acesso à Informação, junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

O valor total desses débitos é de R$ 13.227.259,58. 79% do montante total é referente a dívidas previdenciárias, 9,26% são relativos ao não pagamento de contribuições trabalhistas no FGTS e 11,73% estão relacionados a outras dívidas contraídas com a União. 

Os times que disputam a série A do Campeonato Alagoano ASA, CSA e Murici aparecem no relatório com dívidas de R$ 2.093 milhões, R$939 mil e R$ 222 mil, respectivamente. O Jaciobá, de Pão de Açúcar, e o CSE, de Palmeira dos Índios, também estão incluídos entre os endividados junto à União, mas os valores são inferiores a R$50 mil.

Ainda constam no relatório da Procuradoria todas as empresas devedoras que estão registradas como clubes sociais, esportivos ou similares. Isso inclui, além de times de futebol, clubes náuticos, parques aquáticos, associações, entre outros. 

OUTRO LADO

A assessoria do ASA informou que os débitos do clube estão relacionados a acordos de pagamento firmados no âmbito do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT). A Agremiação informou ainda que todos os débitos trabalhistas e fiscais do time estão sendo analisados por seu departamento jurídico.

Geraldo Amorim, presidente do Murici, informou que prefere não se manifestar oficialmente.

Já o presidente do Jaciobá, Lucilo Brandão, disse que o clube atualmente não possui receita, e que as dívidas trabalhistas foram deixadas pelas gestões anteriores a seu mandato. Brandão reiterou ainda ter sido contrário à participação do clube no campeonato alagoano em razão dos débitos que o Jaciobá possui.

O CSE, por meio de seu presidente, Zenício Neto, informou que todas as dívidas com a União estão sendo negociadas e que atualmente todos os jogadores possuem carteira assinada, tendo as verbas trabalhistas pagas ao final de seus contratos.

O representante da empresa Lindóya Parque, que atualmente funciona no mesmo espaço físico do Lindóya Country Club, informou não possuir relação alguma com o antigo clube ou com seus ex-sócios, tendo adquirido o espaço por meio de leilão público e aberto uma empresa que em nada se relaciona com o clube devedor citado nesta matéria.

A assessoria do CSA informou que iria se pronunciar, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta. As demais empresas citadas foram procuradas, mas não foi encontrado nenhum representante para falar sobre o caso.

DADOS ABERTOS | Prezamos pela transparência, por isso disponibilizamos a base de dados e documentos utilizados na produção desta matéria para consulta:

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